Cayron Henrique Fraga é jornalista, mestrando em Educação pela UFMT, cinéfilo e flamenguista. Tem experiência na área cultural, educacional e comunicação. Cult Circuito é um espaço para discutir temas relacionados a cultura e educação. Assuntos que você (des)conhece e gostaria de debater.


Fonte: Cayron Henrique Fraga

Foto: Google

 

Por Cayron Henrique Fraga

 

Uma das metrópoles brasileiras mais prósperas, organizadas e com melhor qualidade de vida, Curitiba, capital do Paraná, é exemplo mundial em soluções de urbanismo, educação e meio ambiente.

 

Com cultura eclética, a cidade é marcada pela forte presença de imigrantes italianos, alemães, poloneses e ucranianos, dos quais descende grande parte da população. Isso é notado na arquitetura, gastronomia e costumes locais.

 

A cidade possui cerca de 18 bosques e 25 parques, sendo os mais acessados: Bosque Alemão, Parque Tanguá, Parque Barigui, Parque Lago Azul e Jardim Botânico. E há mais de 100 praças, as mais visitadas são: Praça da Espanha, Praça Tiradentes, Praça Rui Barbosa, Praça General Osório e Praça Nossa Senhora de Salete.

 

 Confira o Ensaio Fotográfico abaixo, na galeria de fotos:


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Fonte: Revista Cult Circuito - TCC - Cayron Henrique; Emylli Abreu

Foto: Google

“Olha a pamonha! Quentinha, docinha, baratinha!”. Quem nunca ouviu palavras do tipo? Perto de casa, em Cuiabá, anunciava-se muito compra de panela, pedaço de ferro, estrutura de sofá, tudo que fosse de metal. Isso quando não era picolé, suquinho, laranja, melancia, uva... Taí a cultura popular.

 

Na casa da minha avó, vira e mexe, aparecia benzedor, umbandista, receita caseira pra dor de cabeça, estômago, rim, costas, simpatia pra não chover (era só pendurar o sapato de ponta-cabeça; risos). Deixar o chinelo virado, morte de mãe. Correr em volta da mesa também.

 

História de bicho-papão, lobisomem, mula-sem-cabeça, saci pererê, Cuca, minhocão. E mais um monte de coisas herdadas da cultura oral ou mescladas com a cultura de massa via mídia, muitas delas usadas para cuidar de crianças traquinas.       

 

Feijoada, funk e capoeira

 

O professor e pesquisador nordestino Luiz Beltrão chamava as manifestações populares de folkcomunicação (folclore e comunicação). Dizia que as pessoas marginalizadas por questões econômicas, sexuais, étnicas e religiosas utilizavam a cultura para expor pensamentos, apresentar reivindicações, demarcar espaço social.

 

E isso faz sentido. Exemplo: por que brasileiro sacaneia tanto português? Uma das respostas: Portugal nos colonizou, tentou nos subjugar. Nos “vingamos” pela piada. Outra: o sexo latente nas letras do funk carioca. Tem gente que taxa de “putaria”, “falta de cultura”, “apelação”.

 

Mas o funk é, também, um hino à liberdade sexual das mulheres, um grito de autonomia, uma prática cultural feminista. A mulher afirma que também tem o direito de trair, reclama do desempenho do parceiro, faz uma série de exigências.

   

A população negra sofreu no Brasil com a escravidão. Conseqüências são sentidas até hoje: salários menores, preconceito racial, imagem negativa em novelas. Só que a cultura enquanto política e economia movimentam o cenário.

 

Aquele que “não gosta de preto”, come feijoada, assiste filme de Spike Lee, admira capoeira, idolatra Pelé, reza pra Nossa Senhora Aparecida, dança reggae, canta samba e ao menos conhece Zumbi. Talvez não ajunte os pontos, mas sabe ou já ouviu falar da política de cotas e do feriado da Consciência Negra, resultados de explícita pressão sociocultural.

 

Quem procura se desligar da relação com o índio, mesmo assim repete nomes indígenas de rios, cidades e lugarejos, como Jaciara, Juara, Juína, Jangada, Taquari e Arareau. Toma banho todos os dias, come peixe, biju, mandioca, milho, se pinta, usa anel de tucum.       

 

Faculdade, romaria e conversa de boteco

 

 

Podemos ser mais abertos e diversos. Capazes de perceber as misturas que se dão por aí o tempo todo. Algo que nossa mente ainda conservadora não enxerga ou resiste em captar. O mundo nos pede um olhar mais plural, complexo, tolerante, receptivo, sedento do que não cabe em padrões.

 

A partir disso, podemos aprender na escola levando em conta conhecimentos formulados nas culturas de rua, como o hip hop e a pichação. Compreender na universidade que o saber científico é um modo de compreensão e explicação da realidade, não o único nem o melhor. Que existe a ciência popular, expressa no repente, cordel, comércio de feira, joguete de palavras, romaria, lavação de santo, conversa de boteco.

 

Do mesmo modo, compreender que os meios de comunicação podem estar de olhos bem abertos para dar vazão a essa usina de manifestações chamada cultura popular.

 

Em vez de se acomodar com os relatos dos filmes que passam nas tvs abertas e fechadas e nos cinemas, que tal procurar os produtores culturais da cidade para saber o que andam aprontando? Eles estão espalhados pelos campos de várzea, colégios, rádios comunitárias, igrejas, clubes, faculdades, lan houses, danceterias, na vizinhança. Uma parte se reúne em grupo com a finalidade explícita de difundir suas características. Outra nem sabe que o que faz é cultura. Mas ambas interferem na realidade local e compõem o caldo cultural da cidade.

 

Gibran Lachowski, jornalista em Mato Grosso e professor do curso de Comunicação Social da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT).

 


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Fonte: Thiago Cury Luiz

Foto: Blog Sem Censor "No meu tempo, não se ouvia música “baixada”. Era no vinil (LP), depois na fita cassete".

 

Quando eu tinha 5 anos, tudo era diferente. O que me permite usar a expressão “no meu tempo...”, qualquer coisa que denote uma certa velhice de quem fala.
 
No meu tempo, os telefones públicos, os quais denominávamos orelhões, eram de duas cores: um vermelho, para se fazer uma ligação local; outro azul, que usávamos para falar com quem morava fora, só interurbano. Nada de cartões, como hoje. Era tudo na base da ficha. Se não botasse a dita cuja na hora certa, o contato caía e a ligação deveria ser refeita.
 
No meu tempo, não se jogava vídeo-game pelo computador ou usando disco. Naquela época, nem computador havia – ao menos para a classe média emergente. Os jogos de que desfrutávamos estavam nos cartuchos (ou fitas) do Atari. O meu não era Atari. Era Dactar. Mas as fitas de um cabiam no outro, e era uma festa maluca jogar Enduro ou River Raid. Depois vieram os aparelhos mais modernos: Master Sistem, Mega Drive e Super Nintendo.
 
No meu tempo, quando tocava a vinheta do “Plantão” da Globo, era aumento do combustível na certa. Sempre “a partir da meia-noite”. Lá íamos meu pai e eu ao posto, já noite, pra pegar a “gasosa” ainda mais barata. No mercado, os rapazes com as “maquininhas de preço” nas mãos, várias vezes no mesmo dia, denunciavam que a inflação era galopante, e o Brasil não se insinuava como hoje.
 
No meu tempo, a gente não entrava em aeroporto e shopping. No lugar onde só rico pisava, a classe média passava longe. Quando entrava, era só pra conhecer. Congonhas, pra mim, era apenas atração turística. Quem andava ali era magnata, o mesmo que portava os primeiros celulares, os tijorolas. Os que andavam pelas ruas falando aos celulares eram vistos com reverência, porque “só gente rica usa telefone móvel”.
 
No meu tempo, não tinha injeção eletrônica nos automóveis. Tinha o “afogador”, um comando do carro junto ao painel que eu puxava logo depois de dar a partida. Afinal, antes do meu pai sair, era necessário botar o veículo pra funcionar alguns minutos: era recomendado pôr a bagaça em movimento só depois de ficar um tempo ligado. Ah, é claro: antes de dar a partida, nunca deixava de pisar umas quatro ou cinco vezes no acelerador, justamente para que o combustível fosse injetado do tanque ao motor. Do contrário, não pegava. Quando isso ocorria, no meu tempo, a gente soltava na “banguela” pra pegar no tranco.
 
No meu tempo, não se ouvia música “baixada”. Era no vinil (LP), depois na fita cassete (K7. Por gentileza, não pense bobagem), até que veio o CD. A primeira fita de que me lembro adquirir foi Thriller, de MJ. Assim como o vinil, tinha o lado A e lado B (o único LP que tive foi da Xuxa. Sim, isso é motivo de muita vergonha, algo que gostaria de extirpar da minha infância). Só com o CD que se parou com aquele negócio de vira aqui, vira ali. O meu primeiro disco compacto? Mamonas Assassinas, a banda que gravou um único disco, mas que foi febre no país inteiro.
 
No meu tempo, a gente não assistia Avatar, Harry Potter, “Saga” Crepúsculo e Senhor dos Anéis. Naquela época, era Rambo, Comando para matar, Rocky e Top Gun. Blu-Ray, DVD? Nada! Era fita, amigo. Daquelas que quando o filme chegava ao fim, a gente tinha que rebobinar. Era a pré-história, algo de que não nos dávamos conta, e que hoje causa uma deliciosa nostalgia.
 
No meu tempo, eu ia pra rua jogar bola. Na terra, na grama, no cimento, sempre descalço. Também andava de bicicleta e nadava. A tecnologia não me corrompia, assim como corrompe a moçada de hoje. Talvez porque naquela época esses equipamentos que encantam, facilitam e sedentarizam (seria esse um neologismo?) não podiam ser comprados tão facilmente. Mas creio que eu não trocaria meus carrinhos de fricção por nada.
 
No meu tempo, homem que era homem fazia a declaração do imposto de renda no papel. Preenchia o formulário todo – primeiro a lápis, depois à caneta – e entregava numa agência bancária. Havia qualquer coisa romântica em todo aquele primitivismo. Hoje é tudo muito sofisticado.
 
No meu tempo, os desenhos eram outros. Não sei os que passam agora, mas dificilmente Scooby Doo, Popeye, Caverna do Dragão, Thundercats, Cavalheiros dos Zodíacos, Heman, atraem as crianças de hoje. Elas já nascem evoluídas, praticamente falando, esnobando a ideia de papai-noel, sem crer na magia dos desenhos. Mas quem disse que desenho é só pra criança?
 
No meu tempo, diziam que a rapariga saía do ensino médio pra fazer magistério. Ah, como as moças daquela época sonhavam em ser professoras. Era quase que uma vocação inata. Hoje, arrisque perguntar prum jovem do terceiro colegial se ele pretende prestar vestibular pra virar professor. Não haverá uma mão erguida. Haverá, sim, quem ria da pergunta impertinente, posto que ser professor é cultuar o ridículo, é ganhar pouco, é não ser reconhecido, é apanhar da polícia quando reivindica o básico.
 

No meu tempo se fazia tanta coisa. O meu tempo não foi há tanto tempo assim. Mas parece que sim. Me sinto tão velho...
 
Contribuição do jornalista Thiago Cury Luiz


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Fonte: http://divirta-se.uai.com.br

Foto: http://divirta-se.uai.com.br O ator Paulo Gustavo interpreta Dona Hermínia em 'Minha mãe é uma peça', filme nacional mais assistido em 2013.

O ano de 2013 vai ficar na história do cinema brasileiro. De acordo com balanço divulgado pela Ancine (Agência Nacional do Cinema), foram lançados este ano 120 longas-metragem nacionais, recorde se comparado com os números dos últimos 30 anos. Desde 1986, o número de lançamentos não superava a marca dos 100 filmes.

 

Mais lançamentos também geraram recordes de público e renda. Ainda sem computar os resultados das bilheterias nas últimas três semanas do ano, o balanço da Ancine aponta que os filmes brasileiros foram responsáveis pela venda de 23,5 milhões de ingressos, o que gerou uma renda aproximada de R$ 270 milhões. Estes números garantem um market share de 18,3%, bastante superior ao resultado registrado em 2012 que foi de 10,62%.

 

Os cinco filmes com maior bilheteria nacional foram:

- Minha mãe é uma peça, de André Pellenz - 4,6 milhões de ingressos

- De pernas pro ar 2, de Roberto Santucci - 4,2 milhões de ingressos

- Meu passado me condena, de Julia Rezende - 2,9 milhões de ingressos

- Vai que dá certo, de Maurício Farias - 2,7 milhões de ingressos

- Somos tão jovens, de Antonio Carlos de Fontoura - 1,7 milhões de ingessos

 

Outros filmes que também contribuíram para esse resultado foram 'Crô, o filme', ainda em cartaz, 'Faroeste Caboclo', 'O concurso' e 'Mato sem cachorro'. E a boa notícia é que 2014 pode ter ainda melhores resultados com a expectativa de lançamento de 136 filmes nacionais.

 

COMENTÁRIO

 

Por Cayron Henrique Fraga

 

Segundo dados apontados na matéria acima, o cinema brasileiro, comparado nas últimas três décadas, bateu o recorde em 2013 no lançamento de filmes. Eu confesso que sou um apreciador do cinema nacional, vou ao cinema, alugo filmes, pego emprestado, assisto na TV, assisto na internet, enfim, tento acompanhar o que o nosso país está produzindo. Porém, está havendo uma "febre" de filmes de comédia que na minha concepção só está servindo para aumentar os números de bilheteria. Com todo respeito aos fãs, mas, por exemplo, Rafinha Bastos e Fábio Porchat deveriam continuar tentando o sucesso nesses programas de humor, programas de domingo à tarde ou quem sabe o jornalismo mesmo (no caso do Rafinha)... Enfim, filmes como "O concurso", "Mato sem cachorro", "Meu passado me Condena" chegaram com todo o fôlego e inspiração nos filmes besterois americanos, e a Globo Filmes está cativando bem o seu público (eu disse, seu público). Falando de cinema comercial, o que é mais triste é que em algumas salas de cinema (principalmente em cidades do interior), a tendência é que filmes como "Central do Brasil", "O auto da Compadecida", "O Palhaço", "Faroeste Caboclo" percam espaço para histórias fracas, por atuações deprimentes ou pela junção dessas duas coisas.

 


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Fonte: Cayron Henrique Fraga

Foto: Google

De acordo com o site da própria Universidade, foi aprovada a abertura (com ressalva) de mais dois campi da UNEMAT no estado: um em Nova Mutum (Administração, Ciências Contábeis e Agronomia) e outro em Diamantino (Direito, Administração, Enfermagem e Educação Física). Muito bom para o estado, que investe em Educação, mas Rondonópolis ficou de foraO que está faltando? Segundo dados do IBGE, a população de Nova Mutum conta com cerca de 31.649 habitantes e Diamantino conta com cerca de 15.387, ou seja, somando a população dos dois municípios, a população beneficiada não chega a 50 mil habitantes (pouco mais de 47 mil habitantes). Com mais de 200 mil habitantes, Rondonópolis merece um Campus da UNEMAT que possa atender uma grande parcela da população desta cidade. Além de considerar a população, também é preciso levar em conta a força econômica de Rondonópolis, o segundo maior PIB do estado, conforme dados do site da Prefeitura de Rondonópolis.

 

Em campanha, o atual governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, prometeu a abertura de um Campus da UNEMAT em Rondonópolis, o que foi reiterado, algum tempo depois, quando recebeu o documento do movimento UNEMAT JÁ. Com os novos Campi de Nova Mutum e de Diamantino, a região norte de Mato Grosso passa a ter 7 (sete) Campi da UNEMAT, distribuídas nas cidades mais importantes do nortão, enquanto a região sul conta com apenas 3 (três). . Por essas razões, não é possível entender a ausência de uma instituição tão importante no município de Rondonópolis. A cidade precisa mostrar sua força política e pressionar mais para que se abra um Campus da UNEMAT, já! E força política a cidade tem, afinal, Rondonópolis já elegeu 2 governadores e senador, e seus deputados estaduais e federais têm grande representatividade na cena política. E voltamos à pergunta: o que está faltando?


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