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Mestre em Educação pela UFMT, palestrante com mais de 20 anos de experiência, Assistente Social graduada pela PUC/SP, Formação em Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching, Especialista em Administração e Gestão.




Sexualidade na Adolescência

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O tema Sexualidade ainda causa espanto e receio em muitos profissionais e pais que lidam com crianças e adolescentes. Muitas dúvidas e tabus. Sexualidade não se trata apenas do ato sexual, mas de diversas características que definem cada ser humano.

Adolescência! Momento tão esperado e ao mesmo tempo tão temido!

Momento em que o mundo ganha outras cores e torna-se o ideal de cada dia. Ganhar o mundo, fazer cada vez mais coisas fora de casa, ser independente é o desejo predominante na adolescência. Muito mais tempo dedicado aos amigos e menos tempo à família!

Grande parte dos conflitos entre pais e filhos adolescentes possuem essas causa, são por esses motivos. Os desentendimentos aumentam e os pais se sentem perdendo o controle sob a vida dos filhos, o que os levam a dizer que não sabem mais o que fazer com eles.

Questionamentos a respeito de si mesmos e da vida, as primeiras experiências na área sexual e o mundo do trabalho são as grandes preocupações, de modo geral, do adolescente.

Em função de toda essa complexidade, as relações familiares podem se tornar mais fragilizadas e o adolescente sentindo-se não compreendido ou não aceito em sua singularidade, sente o vazio interior aumentar na medida em que as incertezas se tornam demasiadamente angustiantes e as cobranças da família, da escola e da sociedade também aumentam. Assim, há uma grande e perigosa queda da auto estima do menino e da menina adolescente.

Segundo dados da Pesquisa Juventude, Comportamento e DST/AIDS, realizada pela Caixa Seguros, com o acompanhamento do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em 2014, 04 em cada 10 jovens brasileiros acham que não precisam usar camisinha em um relacionamento estável e 03 em cada 10 ficariam desconfiados da fidelidade do parceiro, caso ele propusesse sexo seguro.

“Notamos que os jovens menos vulneráveis são aqueles que conversam com os pais sobre sexualidade e que têm maior escolaridade. Mas pouquíssimos conversam com os pais sobre isso e a maioria não está estudando, repetiu alguns anos na escola. Embora eles não percebam, essa vulnerabilidade em relação à AIDS existe e é latente”, disse o coordenador da pesquisa, Miguel Fontes.

Nosso papel como pais e educadores, assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros, líderes religiosos e comunitários precisa ser sempre no sentido de possibilitar reflexão aos jovens. Precisamos lembrar que eles não são mais as crianças que eram e que aceitavam as nossas ordens com menos questionamentos, mas que estão em transformação diária, e ao mesmo tempo trazem consigo um mundo de oportunidades e de criatividade pulsante, precisando apenas de apoio e orientação.

Lembramos-nos de Leo Fraiman, psicoterapeuta e educador especialista em adolescência, quando alerta: “Anteriormente os pais tinham respeito por eles mesmos. O que falavam estava falado e ponto final. Hoje os pais não têm limites. Não é o adolescente que não tem limites, são os pais. Eles querem ir à academia, namorar, curtir a vida, cuidar da carreira e, enquanto isso deixam o filho com o terapeuta, com a babá, com o personal trainer. Ou seja: com ninguém.”

Mostrar a realidade, entender junto com eles que o mundo passa por profundas transformações e que precisamos desmistificar conceitos e padrões morais e fortalecer valores, para conseguirmos ser participativos nessa fase de grandes e sérias transformações, é nosso grande desafio! É preciso tornar-se facilitador e não mais um dificultador!

Juntos podemos construir alternativas que levem os adolescentes a entender qual seu lugar no mundo e a construir seu projeto de vida.

 

Se você gosta desse tema, ou passa por essa fase em casa ou no trabalho, participe:

Dia 17 de novembro, no Rios Hotel, às 18:00h: “Workshop : Sexualidade na Adolescência!”, com Paula de Ávila. VAGAS LIMITADAS. Inscrições pelo email: [email protected]

 

Boa reflexão!

 

Abraços!

 

 

                 Paula de Ávila

                     Mestre em Educação

 

 

 

 

 


* Para comentar na página você deve estar logado com seu perfil no Facebook. Este espaço visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos e que firam a ética e a moral podem ser deletados. Participe!

 

Parte, Içami Tiba...

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Parte Içami Tiba...

Médico psiquiatra, psicodramatista, colunista, escritor de livros sobre educação familiar e escolar e renomado palestrante brasileiro.

 Professor em diversos cursos no Brasil e no exterior, criou a Teoria da Integração Relacional, que facilita o entendimento e a aplicação da psicologia por pais e educadores.

 Como palestrante Tiba também já fez mais de 3.200 participações de eventos do gênero. Inclusive, esteve em Rondonópolis, palestrando sobre seu livro Quem ama educa!

 Esse livro, lançado em 2002, já passou de 170 edições, um verdadeiro fenômeno editorial no Brasil. Foi editado em Portugal, Espanha e Itália e vendeu mais de 1 milhão de exemplares.

Içami fala da necessidade dos pais estabelecerem limites claros, aos filhos. Fala de valores humanos e sociais, como respeito, solidariedade, religiosidade, ética e responsabilidade. Fala de uma educação familiar, devolve à família, a responsabilidade de educar os filhos. Fala de uma educação baseada em limites, diálogo e autonomia.

Qual a novidade, então? Por que ficamos fascinados por suas palavras? Por que Içami Tiba foi e sempre será, um fenômeno em vendas e referência para a educação de filhos?

O óbvio continua nos encantando. E, como precisamos dele, cada vez mais, nos dias de hoje.

Precisamos nos lembrar do óbvio, para não nos perdermos. O óbvio nos mostrar, o óbvio! Nos leva de volta às nossas próprias responsabilidades. Faz-nos caminhar. Faz-nos reencontrar o elo perdido, a ligação conosco mesmo e com o mundo. Nos trás de volta para nossa intransferível responsabilidade, de pais e mães.

Parte, Içami Tiba, mas suas ideias ficam conosco. O resgate da simplicidade na forma de educar, o resgate do “lar”, na casa de todos nós.

Gratidão eterna!

“Os pais podem dar alegria e satisfação a um filho, mas não há como lhe dar felicidade.

Os pais podem aliviar sofrimentos enchendo-o de presentes, mas não há como lhe comprar felicidade.

Os pais podem ser muito bem-sucedidos e felizes, mas não há como lhe emprestar felicidade.

Mas os pais podem aos filhos, dar muito amor, carinho, respeito.

Ensinar tolerância, solidariedade e cidadania. Exigir reciprocidade, disciplina e religiosidade,

Reforçar a ética e a preservação da Terra. Pois é de tudo isso que se compõe a autoestima. É sobre a autoestima que repousa a alma,

E é nesta paz que reside a felicidade.”

IÇAMI TIBA

 


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Em tempos de Responsabilidade Social

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No último dia 16, aconteceu uma Audiência Pública, na Câmara de Vereadores da nossa cidade, com o objetivo de discutir Responsabilidade Social Empresarial e a certificação que a Assembléia Legislativa de Mato Grosso oferece àquelas empresas com programas considerados socialmente responsáveis.

Mas, o que é Responsabilidade Social Empresarial?

Hoje, entende-se que seja “responder por nossas ações e atos”, dentro e fora da empresa.

Empresas socialmente responsável cuidam do ambiente interno e do ambiente externo. Isto é, cuidam de seus funcionários, por meio de políticas de incentivos de recursos humanos. E, cuidam do meio ambiente, cadeia produtiva, governos e comunidade, por meio de programas e projetos que beneficiem esses segmentos.

A Responsabilidade Social ganha força a partir dos anos 80 e, se tornou uma das razões de sobrevivência das empresas, em um mundo cada vez mais competitivo.

Contudo, não a confundamos com filantropia ou assistencialismo. Ações fragmentadas, pontuais e sem continuidade, não é Responsabilidade Social.

Esse é um processo contínuo de melhoria, com objetivos voltados a resultados coletivos, que transformem a vida de pessoas, grupos e, principalmente da própria empresa.

É uma tomada de decisão, da empresa. É o despertar para o seu papel social. É reconhecer-se, responsável pelas transformações que causa na vida das pessoas, com as quais convive. É entender que fazemos todos, parte de um mesmo mundo social e que tudo aquilo que afeta os funcionários, o entorno da empresa, o meio ambiente e a sociedade em geral, afeta a empresa também.

Se a afetação for positiva, pode ser partilhada. Se a afetação for negativa, tem que ser evitada.

Programas e projetos de educação permanente aos funcionários, creches internas, cursos de capacitação, partilha de lucros. Esses são exemplos de ações socialmente responsáveis, para o público interno.

Preservação do entorno ambiental, destinação ambiental devida dos resíduos, incentivos de desenvolvimento social local, parcerias com escolas e instituições. Esses são exemplos de ações responsáveis socialmente, para o público externo da empresa.

Parece simples, não é?

Mas, ainda não é. Estamos em pleno processo educacional, também nesse sentido. Como estamos educando nossos filhos para a Responsabilidade Social?

Um dia eles crescerão, poderão se tornar gestores ou empresários, da iniciativa pública ou privada e, mesmo colaboradores ou professores e suas idéias e atitudes precisam estar em sintonia com esse tema. Pois o mundo assim o exige! Não dá mais para correr. Não dá mais para fechar os olhos.

Quer pensar mais sobre Responsabilidade Social? Quer desenvolver ações socialmente responsáveis em sua empresa? Quer uma palestra sobre o tema? Eu posso te ajudar!

Todos ganharão e sua empresa evitará muitos transtornos, inclusive jurídicos e ações trabalhistas.

Muita luz!

 

Paula de Ávila – Assistente Social, Palestrante e Mestranda em Educação.

[email protected]


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A águia e a galinha, segundo Leonardo Boff

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O contexto é o seguinte: em meados de 1925, James Aggrey havia participado de uma reunião de lideranças populares na qual se discutiam os caminhos da libertação do domínio colonial inglês.

As opiniões se dividiam. Alguns queriam o caminho armado. Outros, o caminho da organização política do povo, caminho que efetivamente triunfou sob a liderança de Kwame N'Krumah. Outros se conformavam com a colonização à qual toda a África estava submetida. E havia também aqueles que se deixavam seduzir pela retórica* dos ingleses. Eram favoráveis à presença inglesa como forma de modernização e de inserção no grande mundo tido como civilizado e moderno.

James Aggrey, como fino educador, acompanhava atentamente cada intervenção.

Num dado momento, porém, viu que líderes importantes apoiavam a causa inglesa. Faziam letra morta de toda a história passada e renunciavam aos sonhos de libertação. Ergueu então a mão e pediu a palavra. Com grande calma, própria de um sábio, e com certa solenidade, contou a seguinte história:

."Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.

Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: – Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia. – De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão. – Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas. – Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia. Então decidiram fazer uma prova.

O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: – Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe! A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.

O camponês comentou: – Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha! – Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã. No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurroulhe: -Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe! Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas. O camponês sorriu e voltou à carga: – Eu lhe havia dito, ela virou galinha! – Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.

No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: – Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe ! A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou.

Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou... voou.. até confundir-se com o azul do firmamento... "

E Aggrey terminou conclamando: – Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, companheiros e companheiras, abramos as asas e voemos. Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.

Conhecer é se libertar!

Boa semana!

Muita luz!


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Educar ou Escolarizar?

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Hoje vamos refletir sobre o papel da família e o da escola, na vida das crianças e adolescentes.

Segundo Mário Sérgio Cortella, não é a família que tem que ajudar a escola na educação dos filhos. Mas, o contrário: a escola é que ajuda a família na educação das crianças, fazendo Escolarização.

Ou seja, a Educação das crianças é a formação do ser humano e a Escolarização é parte desse processo. Escolarizar é alfabetizar, ensinar os números e as letras.

À família cabe educar, como função primeira dela. À escola, escolarizar.

O bom mesmo é quando a família se une à escola e juntas pensam a educação e a escolarização das crianças.

Mas, a família não pode fugir de sua responsabilidade. A família tem que ter autoridade sob a criança. Tem que estabelecer limites claros e justos. Tem que educar com firmeza, com responsabilidade com a ordem. Tem que deixar claro quem é quem, na convivência familiar.

Essa geração atual está sendo formada muito suavemente, ou seja, sem muito compromisso, sem muita firmeza. A família está, na maioria das vezes, distraída com outras atividades e preocupações, se esquecendo de sua maior responsabilidade, a de criar filhos e filhas fortes e fortalecidos.

As crianças recebem muito e não aprender a partilhar, ou retribuir o que recebem.

Por que será que dizemos sempre que o mundo de hoje está muito egoísta? Que as pessoas só pensam em si?

Meninos e meninas que sendo amados aprendam a amar. Mas, que sendo bem criados, com acesso a bens de consumo, assistência odontológica, esporte, cultura e lazer, sejam também bem educados.

Mas, o que é uma boa Educação?

Podemos pensar em alguns passos:

1)     Saber e deixar claro quem é quem, na família. Quem manda e orienta e quem recebe a orientação. Quem são os pais e quem são os filhos.

2)     Deixar claro os papéis e responsabilidades dos pais e dos filhos.

3)     Ensinar os filhos a serem autônomos e independentes. E, deixar que eles sintam os efeitos de suas ações.

Por exemplo, se a criança falta à aula é dever do professor registrar essa falta. Certo? Então, por que alguns pais e mães se indispõem com o professor e não aceitam que faltar à aula implica em várias perdas, até em último caso, à perda do ano.

Educar é fácil, mas exige dedicação e conhecimento.

Sem receitas, podemos encontrar novos caminhos. Posso te ajudar nessa busca!

Envie um e-mail para: [email protected] e saiba mais.

Muita luz!

 


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