Boa noite. 21 de Novembro de 2017
22°MIN. 
28°MÁX.
RONDONÓPOLIS - MT
  • Curta no Facebook
  • Siga no Instagram
  • Siga no Twitter



Palestrante, Mestre em Educação pela UFMT, Assistente Social pela PUC/SP, Especialista em Gestão Pública e Administração pela Unic,Formação em Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching.




Machismo na adolescência

  • Compartilhe

Você é machista? Eu? Sou adolescente ainda...É com você que quero falar hoje.

Quando sua mãe pede para você lavar as louças do jantar ou retirar o lixo, você pensa que a está ajudando? Quando você vê uma menina vestida com roupas muito curtas, você deduz que ela está disponível sexualmente e que, por isso, não é confiável? Quando sua irmã pré-adolescente demonstra interesse por temas como namoro e sexo, você a recrimina e diz que essas coisas não são apropriadas a uma menina?

Se você disse sim para alguma destas perguntas, você partiu de conceitos machistas. Ou seja, sua visão de homem e mundo está atrelada à divisão das pessoas por gênero: homem ou mulher.

E muitas meninas também responderiam sim à estas perguntas!

Se você critica alguma coisa ou comportamento nas mulheres e não critica essa mesma coisa ou comportamento nos homens, você não tem problemas com a coisa ou com o comportamento, mas sim com as mulheres. A mesma ideia vale para sua opinião sobre os homens. Ou você acredita na plena igualdade entre homens e mulheres, ou não. Simples assim.

Estereótipos de gênero nos levam a repetir, sem pensar, frases como estas: “ mulher no volante, perigo constante", "homens devem ajudar suas esposas”, “lugar de mulher é na cozinha” e assim por diante.

As estatísticas comprovam que o maior número de acidentes de trânsito envolvem homens na direção; que homens e mulheres são responsáveis igualmente por seus lares; que os grandes chefes de cozinha no mundo são homens. Nem melhores, nem piores. Chimamanda Ngozi Adichie relata no livro Para educar crianças feministas, que “nos discursos sobre gênero, às vezes, há o pressuposto de que as mulheres seriam moralmente “melhores” que os homens. Não são. Mulheres são tão humanas quanto aos homens. A bondade feminina é tão normal quanto a maldade feminina.”

Uma boa dica é sempre nos perguntarmos: quais são as coisas que as mulheres não podem fazer por serem mulheres? Essas coisas têm prestígio cultural? Se têm, por que só os homens podem fazê-las? Estas perguntas nos ajudam a pensar, nos ajudam a decidir que mundo queremos viver e conviver.

Boa reflexão!

Um abraço, Paula.


* Para comentar na página você deve estar logado com seu perfil no Facebook. Este espaço visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos e que firam a ética e a moral podem ser deletados. Participe!

 

A FAMÍLIA QUE EDUCA

  • Compartilhe

Como? Como a família educa? Qual seu papel na formação das novas gerações?

As grandes transformações pelas quais passa a família, mais precisamente desde as décadas de 50 e 60, a tornaram extremamente vulnerável aos novos conceitos pedagógicos e sociais, que nem sempre são transmitidos fidedignamente à população. Construímos assim, vários equívocos, falsas interpretações.

Pais e mães têm estado perdidos, não apenas como educadores, mas principalmente como seres humanos. Sendo assim, o modo como têm vivido tem sido bastante contraditório, o que influência diretamente na formação dos filhos.

Flávio Gikovate nos diz que “o titubeio dos pais é percebido pelos filhos, os quais então tendem a ocupar o território livre”, o que faz com que muitos lares hoje sejam “governados” pelos filhos e são os pais que temem perder o afeto deles.

A família, às vezes, negligencia as atitudes educacionais, em nome de todos esses conflitos dos nossos tempos. Foi-nos ensinado que o primordial é dar amor aos filhos. E em nome dessa ideia, confundimos as coisas. Entendemos que amar é abrir mão das atitudes educacionais necessárias e de nossa responsabilidade, e dizer sim a tudo. Esquecemo-nos que o amor pode ser incondicional, mas a aprovação, o respeito e a admiração dos pais em relação aos filhos, precisam de uma relação de troca. Há que se corresponder, há que se empenhar, há que se retribuir o que se recebe dos pais.

Com medo de traumatizar, muitas famílias abandonam o papel de educadoras, abandonam a responsabilidade de transmitir valores éticos, de formarem cidadãos (desde a primeira infância), também éticos e responsáveis.

É também papel da família tornar o filho cada vez mais independente e autônomo, para o fortalecimento de sua autoestima e para a liberação dos pais. Bom pai e boa mãe são aqueles que, pouco a pouco vão se tornando desnecessários. Os filhos vão aprendendo a sair do ninho e gostando cada vez mais de voar.

Uma postura intermediária entre a atitude repressiva tradicional e a permissividade covarde dos nossos dias, é o desafio da família atual. Ensinar os filhos a lidar com as frustrações, em casa, é muito importante. Formá-los para que sejam responsáveis, dignos, éticos e seres humanos mais completos e felizes, é nosso dever.

Pais e filhos evoluem quando afinam o relacionamento, quando discutem as normas, quando os pais avisam as crianças das contradições existentes, por exemplo, quando ensinam algo que não praticam. Se um dos pais fuma, sabe e aceita que é dependente de nicotina, nada o impede de pretender evitar que o filho siga o mesmo caminho. Será visto como exemplo de sinceridade e humildade, será bem visto.

Nossos filhos terão que ser melhor que nós! Contribuir para que isso aconteça é a grande prova de amor que podemos lhes oferecer.

Não há receitas, não há modelos certos ou errados de famílias, há famílias. E, “sem humildade e coragem não há amor” – Zygmunt Bauman.

Bom final de semana!

Paula de Ávila.


* Para comentar na página você deve estar logado com seu perfil no Facebook. Este espaço visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos e que firam a ética e a moral podem ser deletados. Participe!

 

Meu filho errou. E agora?

  • Compartilhe

Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu, dizia Rubem Alves. A primeira tarefa da educação é ensinar a ver, educar os olhos, treinar o olhar para que além de ver, possa enxergar! Ver não é faculdade natural dos humanos, não basta ter visão perfeita para ver. É preciso aprender a ver! E nesse processo complexo e lindo, quem educa também aprende. Talvez o maior aprendizado do educador, dos pais e professores, seja a paciência! Ganha paciência quem ensina a ver, pois cada um vê a sua maneira, com os seus olhos, com o seu coração, com as suas razões, a partir de seu mundo. Acompanhar esse tempo do outro, esperar o enxergar acontecer, exige muita paciência, exige flexibilidade e abertura para o novo. Faz parte desse caminhar avanços e retrocessos, não se trata de linearidade. Educar também é conviver com possíveis erros ou atitudes prejudiciais do educando, seja filho ou aluno. O que fazer quando meu filho erra? O que fazer quando meu aluno erra? Atitudes imprudentes, ações destrutivas ou antiéticas, contravenções morais ou qualquer outra atitude contrária ao combinado ou às orientações recebidas, são consideradas erros. Podem estar apenas querendo nos dizer o que as palavras não foram capazes de expressar... Atenção, também é prerrogativa do educar. O educador também precisa ver e, enxergar. A cultura africana pode nos ajudar a melhor ver, nesses momentos. Conta-se que há uma tribo africana com um costume muito bonito e interessante. Quando alguém faz algo prejudicial e errado, a pessoa é levada ao centro da aldeia e rodeada por toda a tribo. Todos acreditam que o ser humano nasce como um ser bom, desejando segurança, paz, amor, felicidade. Mas, às vezes, na busca dessas coisas, muitos se perdem e cometem erros. A comunidade vê esses erros como pedidos de socorro. Então, toda a tribo se une para levantar a pessoa, para reconectá-la com sua verdadeira origem, para que ela lembre-se de quem verdadeiramente é. Durante dois dias vão dizer à pessoa todas as coisas boas que ela já fez, sem julgamentos. Repetem: SAWABONA - "Eu te respeito, eu te valorizo, você é importante para mim". A pessoa responde: SHIKOBA - "Então, eu existo para você!" Boa reflexão! Grande abraço!


* Para comentar na página você deve estar logado com seu perfil no Facebook. Este espaço visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos e que firam a ética e a moral podem ser deletados. Participe!

 

Sexualidade na Adolescência

  • Compartilhe

O tema Sexualidade ainda causa espanto e receio em muitos profissionais e pais que lidam com crianças e adolescentes. Muitas dúvidas e tabus. Sexualidade não se trata apenas do ato sexual, mas de diversas características que definem cada ser humano.

Adolescência! Momento tão esperado e ao mesmo tempo tão temido!

Momento em que o mundo ganha outras cores e torna-se o ideal de cada dia. Ganhar o mundo, fazer cada vez mais coisas fora de casa, ser independente é o desejo predominante na adolescência. Muito mais tempo dedicado aos amigos e menos tempo à família!

Grande parte dos conflitos entre pais e filhos adolescentes possuem essas causa, são por esses motivos. Os desentendimentos aumentam e os pais se sentem perdendo o controle sob a vida dos filhos, o que os levam a dizer que não sabem mais o que fazer com eles.

Questionamentos a respeito de si mesmos e da vida, as primeiras experiências na área sexual e o mundo do trabalho são as grandes preocupações, de modo geral, do adolescente.

Em função de toda essa complexidade, as relações familiares podem se tornar mais fragilizadas e o adolescente sentindo-se não compreendido ou não aceito em sua singularidade, sente o vazio interior aumentar na medida em que as incertezas se tornam demasiadamente angustiantes e as cobranças da família, da escola e da sociedade também aumentam. Assim, há uma grande e perigosa queda da auto estima do menino e da menina adolescente.

Segundo dados da Pesquisa Juventude, Comportamento e DST/AIDS, realizada pela Caixa Seguros, com o acompanhamento do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em 2014, 04 em cada 10 jovens brasileiros acham que não precisam usar camisinha em um relacionamento estável e 03 em cada 10 ficariam desconfiados da fidelidade do parceiro, caso ele propusesse sexo seguro.

“Notamos que os jovens menos vulneráveis são aqueles que conversam com os pais sobre sexualidade e que têm maior escolaridade. Mas pouquíssimos conversam com os pais sobre isso e a maioria não está estudando, repetiu alguns anos na escola. Embora eles não percebam, essa vulnerabilidade em relação à AIDS existe e é latente”, disse o coordenador da pesquisa, Miguel Fontes.

Nosso papel como pais e educadores, assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros, líderes religiosos e comunitários precisa ser sempre no sentido de possibilitar reflexão aos jovens. Precisamos lembrar que eles não são mais as crianças que eram e que aceitavam as nossas ordens com menos questionamentos, mas que estão em transformação diária, e ao mesmo tempo trazem consigo um mundo de oportunidades e de criatividade pulsante, precisando apenas de apoio e orientação.

Lembramos-nos de Leo Fraiman, psicoterapeuta e educador especialista em adolescência, quando alerta: “Anteriormente os pais tinham respeito por eles mesmos. O que falavam estava falado e ponto final. Hoje os pais não têm limites. Não é o adolescente que não tem limites, são os pais. Eles querem ir à academia, namorar, curtir a vida, cuidar da carreira e, enquanto isso deixam o filho com o terapeuta, com a babá, com o personal trainer. Ou seja: com ninguém.”

Mostrar a realidade, entender junto com eles que o mundo passa por profundas transformações e que precisamos desmistificar conceitos e padrões morais e fortalecer valores, para conseguirmos ser participativos nessa fase de grandes e sérias transformações, é nosso grande desafio! É preciso tornar-se facilitador e não mais um dificultador!

Juntos podemos construir alternativas que levem os adolescentes a entender qual seu lugar no mundo e a construir seu projeto de vida.

 

Se você gosta desse tema, ou passa por essa fase em casa ou no trabalho, participe:

Dia 17 de novembro, no Rios Hotel, às 18:00h: “Workshop : Sexualidade na Adolescência!”, com Paula de Ávila. VAGAS LIMITADAS. Inscrições pelo email: [email protected]

 

Boa reflexão!

 

Abraços!

 

 

                 Paula de Ávila

                     Mestre em Educação

 

 

 

 

 


* Para comentar na página você deve estar logado com seu perfil no Facebook. Este espaço visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos e que firam a ética e a moral podem ser deletados. Participe!

 

Parte, Içami Tiba...

  • Compartilhe

Parte Içami Tiba...

Médico psiquiatra, psicodramatista, colunista, escritor de livros sobre educação familiar e escolar e renomado palestrante brasileiro.

 Professor em diversos cursos no Brasil e no exterior, criou a Teoria da Integração Relacional, que facilita o entendimento e a aplicação da psicologia por pais e educadores.

 Como palestrante Tiba também já fez mais de 3.200 participações de eventos do gênero. Inclusive, esteve em Rondonópolis, palestrando sobre seu livro Quem ama educa!

 Esse livro, lançado em 2002, já passou de 170 edições, um verdadeiro fenômeno editorial no Brasil. Foi editado em Portugal, Espanha e Itália e vendeu mais de 1 milhão de exemplares.

Içami fala da necessidade dos pais estabelecerem limites claros, aos filhos. Fala de valores humanos e sociais, como respeito, solidariedade, religiosidade, ética e responsabilidade. Fala de uma educação familiar, devolve à família, a responsabilidade de educar os filhos. Fala de uma educação baseada em limites, diálogo e autonomia.

Qual a novidade, então? Por que ficamos fascinados por suas palavras? Por que Içami Tiba foi e sempre será, um fenômeno em vendas e referência para a educação de filhos?

O óbvio continua nos encantando. E, como precisamos dele, cada vez mais, nos dias de hoje.

Precisamos nos lembrar do óbvio, para não nos perdermos. O óbvio nos mostrar, o óbvio! Nos leva de volta às nossas próprias responsabilidades. Faz-nos caminhar. Faz-nos reencontrar o elo perdido, a ligação conosco mesmo e com o mundo. Nos trás de volta para nossa intransferível responsabilidade, de pais e mães.

Parte, Içami Tiba, mas suas ideias ficam conosco. O resgate da simplicidade na forma de educar, o resgate do “lar”, na casa de todos nós.

Gratidão eterna!

“Os pais podem dar alegria e satisfação a um filho, mas não há como lhe dar felicidade.

Os pais podem aliviar sofrimentos enchendo-o de presentes, mas não há como lhe comprar felicidade.

Os pais podem ser muito bem-sucedidos e felizes, mas não há como lhe emprestar felicidade.

Mas os pais podem aos filhos, dar muito amor, carinho, respeito.

Ensinar tolerância, solidariedade e cidadania. Exigir reciprocidade, disciplina e religiosidade,

Reforçar a ética e a preservação da Terra. Pois é de tudo isso que se compõe a autoestima. É sobre a autoestima que repousa a alma,

E é nesta paz que reside a felicidade.”

IÇAMI TIBA

 


* Para comentar na página você deve estar logado com seu perfil no Facebook. Este espaço visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos e que firam a ética e a moral podem ser deletados. Participe!

 
1 2 3 Proxima