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‘Nosso sistema penitenciário está falido”

Fonte: Erik Valeriano | Publicado em: 11/01/2017 às 18:07
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Foto: Mike Alves

O senador José Medeiros (PSD) está preocupado com o confronto de facções dentro de presídios brasileiros.

 

Em entrevista exclusiva para o Primeira Hora, o parlamentar afirmou que país vive uma profunda crise no sistema carcerário e mesmo coma reação do governo federal a situação não deve mudar. “Há dez anos a situação era crítica, agora é alarmante. O governo tenta dar uma reposta a sociedade, promovendo atitudes paliativas, mas essa ainda não é solução, não resolve. Os presídios estão lotados e nosso sistema penitenciário está falido”.

 

O senador, que fez carreira na polícia, alertou que um dos principais problemas Brasil são as fronteiras. “Isso tudo que está acontecendo neste momento é uma guerra pelo domínio da vendas de armas e drogas. As fações brasileiras querem dominar a América Latina”, explica.

 

Medeiros também se mostrou receoso com atuação de grupos criminosos em Mato Grosso, estado chave para tráfico de drogas. “É preocupante, em Mato Grosso temos fações de tudo quanto é canto. A droga entra e sai escondida até em caminhão de grãos. O governo tem dado sua resposta, mas a coisa é complexa”, alerta.

 

Um dos representantes de Rondonópolis no senado, ainda afirmou que vulnerabilidade de Rondonópolis diante crime, projeta o município a índices preocupantes. “Em Rondonópolis, temos índices de violências, proporcionalmente maior ou igual a grandes cidades brasileiras é só pegar os dados comparar. Nós não estaremos longe”.

 

Na opinião do senador, o freio para violência está na formação do ser humano, ainda nos primeiros meses de vida. “A forma como seu cérebro vai obter informações sobre o que é bom ou não é no começo da vida, depois não adianta. O conhecimento sobre o que é bom ou que é mal é lá no início. Esse cidadão também tem que ter acesso ao conhecimento na escola, mas de qualidade. O ser humano que não tem conhecimento não é competitivo e mais cedo ou mais tarde fica fora do mercado. As decepções fazem com que ele fique a mercê do dinheiro fácil e aí começo o problema”, conclui.

 



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