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Casos de leishmaniose caem no País, mas doença ainda requer atenção

Fonte: Portal Brasil com Ministério da Saúde | Publicado em: 10/08/2017 às 09:23
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Foto: Arquivo/Agência Brasil Mosquito conhecido como mosquito-palha, parasita da leishmaniose

Esta quinta-feira (10) marca o fim da Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose. Embora o número de casos da doença tenha reduzido no Brasil entre 2005 e 2015, o Ministério da Saúde, em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de saúde, mantém o controle da doença, com foco em áreas de maior risco.

 

Existem dois tipos de leishmaniose: a visceral (LV), conhecida como calazar, e a leishmaniose tegumentar (LT). Ambas são consideradas doenças infecciosas e são transmitidas por flebotomíneos infectados de espécies distintas. A LV é caracterizada, principalmente, por febre de longa duração, aumento do fígado e baço, além de perda de peso acentuada. Já a LT provoca úlceras na pele e mucosas.

 

Em dez anos, o número de casos de LV no Brasil reduziu 9%, passando de 3.597 casos, em 2005, para 3.289 casos, em 2015. Com relação à LT, nesse período houve uma redução de 27%, passando de 26.685 casos em 2005 para 19.395 casos em 2015.

 

Em 2015, a região Nordeste registrou o maior número de casos de LV (1.806); seguida pelas regiões Sudeste (538); Norte (469); Centro-Oeste (157); e Sul (5). Em relação à LT, a região Norte registrou o maior número de casos (8.939) dessa doença; seguida do Nordeste (5.152); Centro-Oeste (2.937); Sudeste (1.762); e Sul (493).

 

Transmissão

 

A transmissão da doença ocorre pela picada de insetos vetores, os flebotomíneos, popularmente chamados de “mosquito-palha” ou “cangalhinha”. Eles são pequenos, de cor clara e pousam de asas abertas. O mosquito se contamina com o sangue de pessoas e animais doentes e transmite o parasita a pessoas e animais sadios.

 

Como não há vacina contra a doença, a principal forma de prevenção é evitar o contato com o mosquito transmissor. O Ministério da Saúde orienta evitar construir casas e acampamentos em áreas muito próximas à mata; fazer dedetização, quando indicada pelas autoridades de saúde; evitar banhos de rio ou de igarapé, localizado perto da mata; utilizar repelentes na pele, quando estiver em matas de áreas onde há a doença; usar mosquiteiros para dormir; usar telas protetoras em janelas e portas; e eliminar cães com diagnóstico positivo para leishmaniose visceral, para evitar o aparecimento de casos humanos.

 

Aos primeiros sintomas, pessoas residentes em áreas endêmicas de leishmaniose visceral ou tegumentar devem procurar o serviço de saúde mais próximo. O Sistema Único de Saúde oferece diagnóstico e tratamento gratuito para a população contra as duas doenças. O tratamento é feito com uso de medicamentos específicos e eficazes.




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