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Presidente do Indea apresenta Plano Estratégico do PNEFA na InterCorte

Fonte: Indea-MT | Publicado em: 13/04/2018 às 09:34
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Foto: Dayanne Santana/Indea-MT

A presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso, Daniella Bueno, participou da abertura do InterCorte 2018 - Etapa Cuiabá, realizada nesta quinta-feira (12.04), no Cenarium Rural. O evento está na sua 7ª edição na capital mato-grossense e é realizado pelo Terraviva Eventos em conjunto com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

 

A InterCorte é voltada para pecuaristas e traz palestras e debates que tratam das questões mais relevantes para o desenvolvimento do setor pecuário no estado e do Brasil. Daniella Bueno abriu os trabalhos do primeiro dia do evento com a apresentação do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que prevê a retirada da vacinação contra febre aftosa no país até 2023.

 

“O país avançou neste último ano, e em maio, durante a Assembleia Geral da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) o Brasil será reconhecido internacionalmente como país livre de febre aftosa com vacinação, em razão da certificação que será entregue aos estados do Amapá, Amazonas, Roraima e parte do Pará, áreas que ainda não possuem o reconhecimento internacional”, destacou Daniella.

 

A presidente do Indea apresentou um panorama do PNEFA, que determina critérios técnicos, estratégicos, geográficos e estruturais, para o processo de mudança de status sanitário. De acordo com Daniella o plano envolve 101 ações e 16 operações, que tem como principais pontos, tornar o país livre de febre aftosa sem vacinação com reconhecimento internacional, aprimorar a capacidade dos Serviços Veterinários Oficiais (SVO), fortalecer as parcerias público-privada e fortalecer as medidas de prevenção e redução da vulnerabilidade de reintrodução da doença no país.

 

Os estados foram divididos em cinco blocos que visa facilitar o processo de transição de zonas livres de febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação. Mato Grosso integra o Bloco V, que deve realizar a última vacinação em maio de 2021. Porém, o estado faz divisa com estados que compõem os Blocos I, II e IV, e em razão disso, está participando das discussões que envolvem a retirada da vacinação, tendo já marcado presença em reuniões do Bloco I e II. Particularidades dessas regiões limítrofes serão analisadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que irá definir as áreas de Mato Grosso que poderão integrar esses blocos e serem reconhecidas como zona livre de febre aftosa sem vacinação, antes de 2021.

 

Com o atual status sanitário, Mato Grosso consegue acessar apenas 96 países. Segundo a presidente do Indea, isso se deve ao fato de que alguns países não importam carne produzida em países que ainda realizam a vacinação contra febre aftosa. “Temos que evoluir porque, temos carne de qualidade, temos capacidade de produção e tirando a vacinação, teremos a possibilidade de acessar todos os mercados”, pontuou Daniella.

 

A gestora da autarquia ressaltou a importância da sanidade animal para a manutenção e ampliação de novos mercados. “Precisamos ter qualidade, eficiência na execução da nossa atividade e sanidade animal. Em Mato Grosso, o Indea é o órgão que faz a certificação da carne e que comprova sistematicamente aos mercados a qualidade da carne mato-grossense”, frisou Daniella Bueno que informou que Mato Grosso receberá ainda neste mês a missão da Indonésia, e no início de maio a missão da Arábia Saudita.





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