Boa noite. 12 de Dezembro de 2017
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RONDONÓPOLIS - MT
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Palestrante, Mestre em Educação pela UFMT, Assistente Social pela PUC/SP, Especialista em Gestão Pública e Administração pela Unic,Formação em Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching.


Você é machista? Eu? Sou adolescente ainda...É com você que quero falar hoje.

Quando sua mãe pede para você lavar as louças do jantar ou retirar o lixo, você pensa que a está ajudando? Quando você vê uma menina vestida com roupas muito curtas, você deduz que ela está disponível sexualmente e que, por isso, não é confiável? Quando sua irmã pré-adolescente demonstra interesse por temas como namoro e sexo, você a recrimina e diz que essas coisas não são apropriadas a uma menina?

Se você disse sim para alguma destas perguntas, você partiu de conceitos machistas. Ou seja, sua visão de homem e mundo está atrelada à divisão das pessoas por gênero: homem ou mulher.

E muitas meninas também responderiam sim à estas perguntas!

Se você critica alguma coisa ou comportamento nas mulheres e não critica essa mesma coisa ou comportamento nos homens, você não tem problemas com a coisa ou com o comportamento, mas sim com as mulheres. A mesma ideia vale para sua opinião sobre os homens. Ou você acredita na plena igualdade entre homens e mulheres, ou não. Simples assim.

Estereótipos de gênero nos levam a repetir, sem pensar, frases como estas: “ mulher no volante, perigo constante", "homens devem ajudar suas esposas”, “lugar de mulher é na cozinha” e assim por diante.

As estatísticas comprovam que o maior número de acidentes de trânsito envolvem homens na direção; que homens e mulheres são responsáveis igualmente por seus lares; que os grandes chefes de cozinha no mundo são homens. Nem melhores, nem piores. Chimamanda Ngozi Adichie relata no livro Para educar crianças feministas, que “nos discursos sobre gênero, às vezes, há o pressuposto de que as mulheres seriam moralmente “melhores” que os homens. Não são. Mulheres são tão humanas quanto aos homens. A bondade feminina é tão normal quanto a maldade feminina.”

Uma boa dica é sempre nos perguntarmos: quais são as coisas que as mulheres não podem fazer por serem mulheres? Essas coisas têm prestígio cultural? Se têm, por que só os homens podem fazê-las? Estas perguntas nos ajudam a pensar, nos ajudam a decidir que mundo queremos viver e conviver.

Boa reflexão!

Um abraço, Paula.


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